Durante anos, tentei me encontrar em diferentes caminhos. Fui baterista, estudei programação, web design e design gráfico. Trabalhei na Assembleia Legislativa, fui prestador de serviço cortando luz na rua, cursei Publicidade e Propaganda e cheguei até a arrumar as malas para tentar a vida em Portugal. Eu buscava meu propósito em várias áreas, mas parecia que faltava uma peça no quebra-cabeça.
Até que, em 2007, sentado em frente à TV, um comercial sobre a carreira de editor de vídeo chamou minha atenção. Aquela faísca adormecida de 1998 acendeu com força total.
Eu tinha pressa. Como as opções de cursos locais eram lentas, não pensei duas vezes: fiz as malas e mudei para Brasília por três meses para fazer um treinamento imersivo, diário e intensivo. Voltei formado, com a certeza de onde queria chegar.
Do Primeiro Portfólio ao Domínio da Câmera
Com a cara, a coragem e apenas um único videoclipe no portfólio, conquistei minha primeira oportunidade em uma produtora em São José (SC). No início, minha rotina era lapidar e editar o material gravado por outros cinegrafistas. Analisando cada take, aprendendo com os acertos e corrigindo as falhas, a ficha finalmente caiu: a minha história tinha começado com uma câmera na mão la em 1998. Por que não filmar também?
Comprei minha própria câmera e assumi o controle total da narrativa — da captação à edição final. Desde então, nunca mais soltei a câmera.
O Que Parecia Desvio Virou Diferencial
Hoje, olho para trás e percebo que nada foi em vão. Cada experiência que parecia um "desvio" na verdade construiu a minha identidade profissional:
A música e a bateria me deram o tempo, a métrica e o ritmo perfeito para os cortes da edição.
O design gráfico e a publicidade trouxeram a estética refinada, a direção de arte e a visão estratégica de comunicação.
A programação e o web design me deram a autonomia de construir minha própria presença digital — inclusive este site foi 100% desenvolvido por mim.

